Caso: Educação Ambiental
Área de Atuação: Meio Ambiente
Cliente: Kimberly-Clark Brasil
Durante três anos, a Kimberly-Clark Brasil subsidiou o projeto “Floresta Urbana”, com o intuito de sensibilizar alunos e professores da rede pública para questões ambientais. O programa foi instituído em escolas de São Paulo, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Perfil
A Kimberly-Clark é fabricante de produtos voltados para a higiene e bem-estar pessoal, líder mundial no segmento. De origem norte-americana, a multinacional está presente no Brasil desde 1996.
O problema
Planejar, coordenar e implantar um programa de educação ambiental e coleta seletiva de lixo junto a escolas da rede pública de ensino, nos municípios onde a empresa tem fábricas.
A Solução
Iniciamos o programa em 2005, com a montagem de um projeto piloto na cidade de Suzano. Após os primeiros meses de experiência, levamos o programa para uma escola na cidade de Mogi das Cruzes. A Kimberly-Clark estabeleceu uma parceria com a Kaper, empresa especializada na coleta e processamento de resíduos de papel. A Kaper coletava os resíduos da Kimberly-Clark e o faria também nas escolas participantes.
Em 2007, com sucesso de envolvimento nos primeiros colégios, o programa foi ampliado para mais duas cidades – Correia Pinto, em Santa Catarina, e Eldorado do Sul e Guaíba, no Rio Grande do Sul.
Ao todo, dezessete escolas foram beneficiadas1. Cinco colégios em Mogi das Cruzes (SP), quatro em Suzano (SP), quatro em Correia Pinto (SC), dois em Guaíba e dois em Eldorado (RS).
Passo a passo
- Definição dos públicos-alvos:
- Professores e Alunos;
- E com menor ênfase, funcionários da escola e familiares dos alunos.
- Criação da lógica do programa, contemplando:
- Atividades educativas (de forma interdisciplinar);
- Atividades que favorecessem o exercício da cidadania e a cultura da participação em ações comunitárias e sustentáveis;
- Atividades práticas de coleta seletiva de lixo.
- Criação e redação do conteúdo pedagógico:
- Realizado com o apoio de uma bióloga e uma pedagoga, com o objetivo de tornar o material adequado para professores e alunos de 5ª a 8ª série do ensino fundamental;
- Indicação de materiais de apoio para os professores (livros e vídeos) que pudessem ser usados de forma complementar em sala de aula.
- Definição da mecânica da coleta seletiva: uma dinâmica interessante de troca de lixo por prêmios de grande utilidade para o colégio, como bolas, jogos e até
computadores, de acordo com a quantidade de material arrecadado pelos alunos.
- Acompanhamento de todo o processo de criação e produção dos materiais.
- Sensibilizações:
- Professores - sensibilização para o programa e treinamento para que pudessem trabalhar melhor o tema com seus alunos;
- Pais e familiares - sensibilização para que dessem apoio à iniciativa das crianças e colaborassem com o programa que foi desenvolvido na escola;
- Funcionários da escola (secretaria, limpeza, etc.), que tiveram importante papel na implantação e sucesso do programa.
- Acompanhamento do primeiro mês de implantação do programa na escola, sobretudo dando suporte aos professores para que seu envolvimento fosse ampliado e os resultados melhorados.
Materiais Produzidos
- Para a escola
- Livros e vídeos para ampliação do acervo da biblioteca;
- Lixeiras para coleta seletiva de lixo, instaladas em todas as salas de aula e no pátio;
- Banners e faixas para divulgação da campanha para alunos e visitantes;
- Painel informativo sobre a coleta seletiva, a pontuação e a premiação;
- Painel para exposição dos trabalhos dos alunos;
- Prêmios:

Banner Escola
- Para os Professores:
- Apostila com informações sobre temas relacionados ao meio ambiente e à coleta seletiva de lixo;
- Camiseta da campanha;
- Treinamento sobre as melhores formas de abordar os temas meio ambiente e coleta seletiva de lixo com seus alunos.
- Para os alunos
- Apostila com informações e exercícios relacionados ao meio ambiente e à coleta seletiva de lixo;
- Folheto informativo sobre a campanha;
- Caderno ecológico, onde cada criança anotava sua produção relacionada aos temas da campanha durante o ano.

Cartilha do Aluno
Resultados Alcançados
A comunicação de atividades bem sucedidas era fomentada entre as escolas. A oportunidade de trocar idéias sobre metodologia foi muito valorizada pelos colégios. Quatro vezes por ano eram feitas palestras sobre educação ambiental com todos os professores das escolas participantes em cada município. Mesmo acontecendo aos sábados, os encontros sempre tinham alto índice de adesão.
Na segunda metade do projeto, ao invés de brindes, as escolas passaram a ser premiadas com dinheiro. Nessa fase, já não era a Kaper que fazia a coleta, mas uma cooperativa. Todos os colégios tinham que apresentar relatórios da aplicação dos prêmios.
O município de Correia Pinto, em Santa Catarina, tem pouco mais de dezessete mil habitantes e só possuía mesmo os quatro colégios beneficiados pela Kimberly-Clark. Conseqüentemente, o grau de mobilização foi muito maior, pois atingiu a comunidade inteira.
O programa durou até dezembro de 2008. Foram sensibilizadas 11356 crianças e adolescentes e 382 professores para a prática da sustentabilidade e exercício da cidadania.
1. São Paulo
Mogi das Cruzes: E. E. Profª Sylvia Mafra Machado, E. E. Frei Thimóteo, E. E. Cid Boucault, , E.E. Gabriel Pereira e E. E. Dr. Sentaro Takaoka.
Suzano: E.E Profº David Jorge Curi, E. E. Parque Residencial Casa Branca II, E. E.Profª Maria Elisa de Azevedo Cintra e E. E. Vereador Antonio Valdemar Galo.
Santa Catarina
Correia Pinto: E. M. Olintho d'Ávila Mesquita, E. M. Jornalista Caldas Jr., E. M. José do Patrocínio e E. M. Itinerante Profª Ana Maria.
Rio Grande do Sul
Eldorado do Sul e Guaíba: E.M. Professora Maria Luiza Binfare Cezar, E. E. Otaviano Manoel de Oliveira Jr., E. E. Américo Braga e E. M. La Hire Guerra.
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